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sexta-feira, março 24, 2006





Uma ode ao amor, ao sexo e à ficção científica PublishNews - 24/3/2006 100% (Opera Graphica, 240 pp., R$ 49) é uma das mais belas criações do quadrinhista Paul Pope. Uma narrativa que traz como premissa uma ficção científica plenamente plausível, entremeada de conflitos humanos absolutamente corriqueiros e dramáticos - em desenhos contemporâneos impregnados de um claro-escuro maravilhoso, com tom acinzentado - onde todas as emoções são levadas às últimas conseqüências. A história se passa numa Nova York futurista, no inverno de 2038. Há planos para a primeira partida de futebol entre humanos e robôs. A Igreja Católica se posiciona contra. Corporações internacionais como Roca-Cola, Soma-Tek, World Tek, McGonalds e Mercedez-Fenz vislumbram vendas recordes resultantes do merchandise; e medidas preventivas são tomadas contra a venda de partes de corpos humanos na Tailândia, Coréia e Japão. As novas ondas do momento, são: "Luta Gástrica" e "Dança Gástrica", ambas atividades, que exigem de seus participantes um comprometimento total, de dentro para fora (literalmente falando). E, apesar de todas essas mudanças sociais e políticas, seis pessoas... seis vidas, ainda procuram realizar seus sonhos... sejam com os punhos, seja com a arte... seja com o amor.
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Non-li, apenas vi a micro-resenha. Mas se é o que parece, parece que o futuro congelou mesmo, nas hqs -- como se o futuro fosse mesmo ser uma reprodução do presente e do passado. Futucando em algum canto, vi uma declaração -- acho que do próprio Pope --, relacionando Blade Runner e Frankensetin; comparação interessante, mas que se esgota naquela obra. Se o futuro tem muito mais chances de ser diferente do presente do que ser parecido com ele, por que insistir tanto nessa reprodução macro (Roca-Cola, Mercedes-Fenz) que comporta o eterno drama humano (eterno, qual eterno?). Enfim, não se desafia mesmo o controle do imaginário, é?

Enfin: non 'güento mais o passado e o presente travestidos de futuro.

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